01:32 da manhã.
O cheiro da diamba dita o ritmo do meu tempo, estado que sente-se lentamente, diluindo a ansiedade anterior.
Ouço agora Trio Brasileiro, banda gaucha que me chamou a atenção. Sonoridade própria, Jazz hibrído e como mesmo ditam "O "Trio de Janeiro" acredita que essa linguagem seja o novo capítulo da post-moderna música improvisada e vê sua música como alegre futuro do Jazz". A banda "mescla música folclórica brasileira, elementos da música africana e jazz europeu contemporâneo. O resultado é um estilo próprio, experimental, às vezes latino, às vezes africano, mas baseado nas tradições da música improvisada".
http://www.myspace.com/triodejaneirojazz
Nessa horas o crtl+c, ctrl+v com um pouco de criatividade é muito importante.
01:36
Desde 01:00 no apartamento vizinho ouve-se uma discussão entre filho e mãe. Pude observá-lo algumas vezes. Pele morena castanha-escura. Corpo jovem-adolescente. Sempre me pareceu um cara tranquilo, até os cabelos revelam isso. Mas não sei descrevê-los agora. Já o vi chegando de bike no condomínio quando fui pedalar com Presunto (Zé Carlos).
Ele discutia estranhamente. Voz chata e irritadiço. A mãe, também palavreava. Identificar o que eles conversavam não me importava. Apenas contei o tempo da discussão. São 01:43. Já escrevi linhas e já fiz xixi. Eles discutiram, na cozinha, até 01:41. Depois a mãe saiu. Ele foi pro fogão cozinhar e fazer o que fazia antes. Sera que ele tava discutindo uma receita de macarrão com a mãe? Ok.
Nesse entretempo, ouvi o grupo de jazz, enviei fotos de momentos liminares, festas de rua, passeios. Por email tudo isso mais rápido chega à pessoa. Instantaneidade que captura o momento, torna memória ou retórica do que passou...
O cheiro da diamba dita o ritmo do meu tempo, estado que sente-se lentamente, diluindo a ansiedade anterior.
Ouço agora Trio Brasileiro, banda gaucha que me chamou a atenção. Sonoridade própria, Jazz hibrído e como mesmo ditam "O "Trio de Janeiro" acredita que essa linguagem seja o novo capítulo da post-moderna música improvisada e vê sua música como alegre futuro do Jazz". A banda "mescla música folclórica brasileira, elementos da música africana e jazz europeu contemporâneo. O resultado é um estilo próprio, experimental, às vezes latino, às vezes africano, mas baseado nas tradições da música improvisada".
http://www.myspace.com/triodejaneirojazz
Nessa horas o crtl+c, ctrl+v com um pouco de criatividade é muito importante.
01:36
Desde 01:00 no apartamento vizinho ouve-se uma discussão entre filho e mãe. Pude observá-lo algumas vezes. Pele morena castanha-escura. Corpo jovem-adolescente. Sempre me pareceu um cara tranquilo, até os cabelos revelam isso. Mas não sei descrevê-los agora. Já o vi chegando de bike no condomínio quando fui pedalar com Presunto (Zé Carlos).
Ele discutia estranhamente. Voz chata e irritadiço. A mãe, também palavreava. Identificar o que eles conversavam não me importava. Apenas contei o tempo da discussão. São 01:43. Já escrevi linhas e já fiz xixi. Eles discutiram, na cozinha, até 01:41. Depois a mãe saiu. Ele foi pro fogão cozinhar e fazer o que fazia antes. Sera que ele tava discutindo uma receita de macarrão com a mãe? Ok.
Nesse entretempo, ouvi o grupo de jazz, enviei fotos de momentos liminares, festas de rua, passeios. Por email tudo isso mais rápido chega à pessoa. Instantaneidade que captura o momento, torna memória ou retórica do que passou...
01:50
Depende do dia seguinte. Fui à janela do msn (da janela do vizinho para a internet), avisei que havia mandado as fotos. Bonita a foto do perfil. Rosto claro deitado ao chão de grama da Sementeira. A luz amarela colorava os traços formando uma matiz diferente. Deixei um beijo de boa noite.
Troquei links apresentando o Trio de Janeiro a meu primo que me passou um blues/rockabilly atual. O link é esse http://www.myspace.com/imeldamay1. Vi a foto do perfil da artista e não gostei. O cabelo dela ficou ridículo e a expressão pálida de um branco branco demais.
Enfim, nesse entretempo passei uns 2 minutos pesquisando o uso da palavra "matiz". Queria saber se estava concatenando as ideias. Tudo ok, e o blues começou a tocar. Dançante e mexeu levemente minhas pernas, mas lembrei que não sei dançar e parei naturalmente. Ah, pernas! não sei dançar. Isso traumatiza um homem ou não, mas nos fecha muitos tantos lugares e abraços.
02:02
O sono chegou. O cheiro passou. O cara do apartamento vizinho deve tá na sala comendo o suposto macarrão ou o juízo da mãe. A menina deve estar dormindo. Não sei, meu msn já está fechado.
02:05
Bom, tudo isso criou um entretempo cheio de contingências. Deu-me sono, lembrei do livro do Martin Page, Como me tornei estúpido. O cara é antropólogo desiludido com a academia. Será que isso quer dizer algo? O capítulo que li ontem antes de dormir não foi interessante. Falava de suicide. Isso não bate comigo. Acho que vou ler Meu pé de Laranja Lima, dá-me sono também. Afinal é infanto-juvenil. Aí dorme-se bem, feito menino.
Bjos
Boa noite.



