Não vai ter mar que me salve da alegria deste salto, em fogo e luz. Olhe pra mim... Essa é a peça de teatro mais bonita que eu já fiz...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Meferrês...

A vida é cheia de surpresas. Das situações mais bobas às mais intempestivas possíveis. Parece que todos estão sempre jogando, outros escondendo o jogo. Deparo-me com situações intensas e inevitáveis. Inevitáveis ou porque não prestamos melhor atenção. Às vezes, inaceitáveis. Às vezes, inauditas.

Qual o dicionário para explicar melhor a contingência da vida? Aprendi que é o "Meferrês". Aquele que indica as situações que você está ferrado ou estão ferrando você. Noutras é você quem joga e nem percebe visto o costume de assim: 'ser'.

Pessoas - define o dicionário: Ser-Ferrado.

Entre todas as situações, a contingência é indeterminada em si mesma, mesmo que necessária, mesmo que as situações sejam inevitáveis, passageiras, previsíveis ou imagináveis. Por fim, explicando a contingência do Ser Ferrado, traduz-se naquilo que muito tenho repetido para mim mesmo: "Algo é necessariamente como é/aquilo que deve ser, mas... poderia ser diferente".

Isso 'ferra' a vida de qualquer um...

Numa adjetivação simples as pessoas, as situações, são: lindas, bonitas, ordinárias ou bacanas e tudo ou mais. E tudo ou mais contrário também. Conclui o dicionário. Quanto à "contingência ferrenha", há apenas conformação. Tipo: - Se ferrou. Vulgo: - Se fudeu. Conclui o editor chefe do livro dos ferrados: mas (sua condição) poderia ser diferente.

Por fim, para tal concepção do Ser-Ferrado no Meferrês, encontrei uma fonte nas referências bibliográficas, a qual, o autor, um locutor de futebol de uma rádio baiana, intitulou "Em briga de saci, rasteira é covardia". Que sugere ser um capítulo bem interessante, já que o Meferrês alude essa condição do saci assim como a do caolho "que em terra de cego, quem tem um olho é caolho".

0 Centavos:

Postar um comentário

l’heure

Marcadores